O que é constelação familiar?

by giovanna in Blog

A constelação familiar tem ganhado espaço no Judiciário no chamado Direito Sistêmico para resolução de conflitos. É uma técnica criada a partir do método terapêutico do alemão Bert Hellinger que tem o intuito de trazer paz às relações, liberando as pessoas do conflito e facilitando uma solução harmônica.

Hellinger passou por um período de experiência com tribos sul-africanas e percebeu que os problemas eram de todos e não fatos isolados. Após muito estudo, inclusive de psicanálise, concluiu que estamos energeticamente conectados aos nossos antepassados, cujas vivências, crenças, valores morais, traumas e doenças formam uma espécie de memória que pode ser passada geneticamente para os filhos e assim influenciar na vida deles.

É o tal do inconsciente coletivo de Jung, segundo qual existe um conjunto de pensamentos e sentimentos compartilhados com outras pessoas e, portanto, a mente humana teria características inatas impressas, no decorrer da evolução, pelos ancestrais.

E como funciona na prática?

Na prática, a constelação familiar conta com a orientação de um constelador com formação na área, muitas vezes psicólogo, e ocorre a montagem do sistema familiar que possibilita entrar em contato com o campo morfogenético daquela família e trazer a revelação destas questões aparentemente ocultas, que podem estar causando problemas na vida de alguém.

Mas qual a aplicação da constelação familiar para o Direito?

Esta técnica vem sendo usada na resolução de conflitos familiares em varas de família e sucessões, em processos de discussão de guarda, de alimentos, de separação, de herança, de violência doméstica, de endividamento, de adoção, de abandono e outros tantos.

Com o desequilíbrio revelado, ocorre o processo de integração do conflito, em que o constelador pode orientar a dinâmica mais adequada, como a aceitação de algum fato ou situação. Cada caso é um caso, assim como no Direito. Portanto, a abordagem é personalizada, com o intuito de reordenar questões mal resolvidas.

O juiz pode determinar a aplicação destas técnicas em audiências através de pequenos movimentos sistêmicos, com a intenção de conciliação. Fatores como a raiva e a mágoa impedem a composição e com a abordagem da constelação, as audiências ficam mais leves e os motivos que levaram ao processo judicial, muitas vezes, deixam de existir.

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